Como levar seu pet para o exterior sendo brasileiro: guia completo 2026

Levar o cachorro, gato ou outro pet para o exterior é o sonho de muitos brasileiros que estão planejando emigrar. A boa notícia é que é possível — mas o processo exige planejamento antecipado, documentação específica e atenção aos requisitos de cada país destino. Neste guia, você vai entender tudo sobre como levar seu pet para o exterior sendo brasileiro. Veja também nosso checklist completo para se mudar para o exterior.

Por que é importante planejar com antecedência?

Levar um pet para o exterior não é como levar uma mala. Cada país tem regras específicas de entrada para animais — e não cumprir essas regras pode resultar em quarentena obrigatória, devolução do animal ao Brasil ou até eutanásia em casos extremos. O planejamento deve começar com pelo menos 6 meses de antecedência — alguns países exigem até 12 meses de preparação.

Documentos obrigatórios para levar pet ao exterior

Independente do destino, a maioria dos países exige os seguintes documentos básicos:

  • Microchip ISO 11784/11785 implantado antes da vacinação antirrábica
  • Vacina antirrábica válida — aplicada após o microchip
  • Carteira de vacinação completa e atualizada
  • Atestado de saúde emitido por médico veterinário credenciado pelo MAPA
  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI) emitido pelo MAPA
  • Passaporte do animal — exigido pela maioria dos países europeus

Requisitos por país destino

Portugal

Portugal é um dos destinos mais acessíveis para levar pets sendo brasileiro. Como país da União Europeia, segue as regras do bloco para entrada de animais. Os requisitos principais são microchip ISO, vacina antirrábica válida com pelo menos 21 dias de antecedência da viagem, atestado de saúde emitido por veterinário credenciado e certificado de saúde da UE preenchido pelo veterinário oficial. O animal deve entrar por ponto de entrada autorizado — no caso de voos do Brasil, geralmente Lisboa ou Porto. Veja nosso guia completo sobre como morar em Portugal sendo brasileiro.

Reino Unido

O Reino Unido tem regras mais rígidas após o Brexit. Além do microchip e vacina antirrábica, exige teste sorológico de raiva (título de anticorpos) com resultado mínimo de 0,5 UI/ml realizado em laboratório credenciado, aguardar 3 meses após o resultado do teste antes de viajar, tratamento contra parasitas internos (tapeworm) aplicado por veterinário entre 1 e 5 dias antes da chegada e certificado de saúde específico para o Reino Unido. O processo completo leva no mínimo 4 meses. Veja mais em como morar no Reino Unido sendo brasileiro.

Canadá

O Canadá tem regras relativamente acessíveis para cachorros e gatos. Exige microchip, vacina antirrábica válida e certificado de saúde emitido por veterinário. Cachorros precisam de vacina antirrábica aplicada após os 3 meses de idade. O certificado de saúde deve ser emitido em até 10 dias antes da viagem. Não há quarentena obrigatória para animais provenientes do Brasil. Veja mais em como morar no Canadá sendo brasileiro.

Estados Unidos

Os EUA têm regras específicas para entrada de cães — especialmente após mudanças recentes do CDC. Cães que vieram de países considerados de risco para raiva — incluindo o Brasil — precisam comprovar vacinação antirrábica aprovada pelo USDA aplicada nos EUA ou comprovação de vacinação válida com documentação específica. As regras mudaram em 2024 e é essencial consultar o site do CDC antes de viajar.

Qatar e Emirados Árabes

Qatar e Emirados aceitam pets mas com restrições importantes — especialmente para cães de raças consideradas perigosas que podem ser proibidas. Os requisitos incluem microchip, vacinas em dia, teste sorológico de raiva, certificado de saúde oficial e aprovação prévia das autoridades veterinárias do país. O processo pode levar vários meses e é recomendado contratar um despachante especializado em importação de animais. Veja também como morar no Qatar e como morar nos Emirados.

Passo a passo para levar seu pet ao exterior

Passo 1 — Pesquise os requisitos do país destino (6 a 12 meses antes)

Cada país tem regras próprias que mudam com frequência. Consulte o site oficial da autoridade veterinária do país destino e o site do MAPA brasileiro para informações atualizadas. Nunca confie apenas em informações de blogs ou grupos de redes sociais — as regras podem ter mudado.

Passo 2 — Implante o microchip (se ainda não tem)

O microchip precisa ser implantado antes da vacina antirrábica. Use o padrão ISO 11784/11785 — é o aceito internacionalmente. Qualquer veterinário pode fazer o procedimento.

Passo 3 — Vacine contra raiva

A vacina antirrábica precisa ser aplicada após o microchip e ter validade dentro do período de viagem. Guarde todos os comprovantes com data, lote e veterinário responsável.

Passo 4 — Faça o teste sorológico se necessário

Para países que exigem — como Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia — o teste sorológico de raiva deve ser feito em laboratório credenciado. No Brasil, o laboratório credenciado pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) é o Instituto Pasteur em São Paulo. Após o resultado positivo, aguarde o período exigido pelo país destino antes de viajar.

Passo 5 — Emita o Certificado Zoossanitário Internacional

O CZI é emitido pelo MAPA — Ministério da Agricultura e Pecuária. Deve ser solicitado com antecedência e tem prazo de validade curto — geralmente 10 dias. Procure a Unidade Local do MAPA mais próxima ou use o sistema e-SISCOMEX para solicitação online.

Passo 6 — Reserve o espaço na companhia aérea

Nem toda companhia aérea aceita animais e as regras variam muito. Animais pequenos podem viajar na cabine — geralmente até 8kg com a caixa de transporte. Animais maiores viajam no porão como bagagem especial ou como carga. Reserve o espaço com antecedência — as vagas para animais são limitadas por voo.

Raças proibidas em alguns países

Alguns países proibem a entrada de raças consideradas perigosas — como Pit Bull, Rottweiler, Dobermann e outras. Reino Unido, Alemanha, Qatar e Emirados têm listas específicas de raças proibidas ou com restrições. Verifique se a raça do seu pet é aceita no país destino antes de iniciar qualquer processo.

Quanto custa levar pet ao exterior

  • Microchip: R$ 80 a R$ 200
  • Vacina antirrábica: R$ 50 a R$ 150
  • Teste sorológico de raiva: R$ 800 a R$ 1.500
  • CZI — Certificado Zoossanitário Internacional: R$ 100 a R$ 300
  • Taxa da companhia aérea para pet na cabine: R$ 200 a R$ 600
  • Taxa da companhia aérea para pet no porão: R$ 500 a R$ 2.000
  • Despachante especializado (opcional): R$ 1.500 a R$ 5.000

Vale a pena contratar despachante especializado?

Para destinos com processos mais complexos — como Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia — contratar um despachante especializado em importação de animais pode evitar erros caros. Um erro no processo pode resultar em quarentena ou impossibilidade de entrada do animal. Para destinos mais simples como Portugal e Canadá, muitos tutores fazem o processo por conta própria seguindo as instruções do MAPA.

Como organizar as finanças para a mudança com pet

Levar pet ao exterior adiciona custos significativos ao processo de mudança. Para transferir dinheiro do Brasil para o exterior para cobrir esses gastos com as menores taxas, a Wise é a opção mais econômica — câmbio real sem spread abusivo e taxas transparentes. Veja também quanto dinheiro preciso para me mudar para o exterior.

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Perguntas frequentes sobre levar pet ao exterior

Meu gato também precisa de todos esses documentos?
Sim. Gatos têm requisitos similares aos cachorros na maioria dos países — microchip, vacina antirrábica e certificado de saúde. Alguns países têm regras diferentes para gatos — consulte sempre a autoridade veterinária do país destino.

Quanto tempo antes preciso começar o processo?
Depende do destino. Para Portugal e Canadá, 3 a 4 meses são suficientes. Para Reino Unido e Austrália, o processo mínimo leva 6 a 12 meses por causa do teste sorológico e período de espera obrigatório.

Meu pet pode viajar na cabine do avião?
Depende do tamanho e da companhia aérea. Animais de até 8kg geralmente podem viajar na cabine em caixa de transporte aprovada. Acima desse peso, viajam no porão como bagagem especial.

O que acontece se os documentos estiverem errados na chegada?
O animal pode ser colocado em quarentena às suas custas, devolvido ao Brasil ou em casos extremos eutanasiado. Por isso a importância de verificar todos os requisitos com antecedência e não confiar em informações desatualizadas.

Resumo do que você precisa saber

  • Comece o processo com pelo menos 6 meses de antecedência — alguns países exigem 12 meses.
  • Microchip ISO deve ser implantado antes da vacina antirrábica.
  • O CZI é emitido pelo MAPA e tem validade curta — emita próximo da viagem.
  • Reino Unido e Austrália têm os processos mais complexos — considere contratar despachante.
  • Verifique se a raça do seu pet é aceita no país destino antes de iniciar o processo.
  • Para transferir dinheiro para cobrir os custos da mudança, use a Wise e economize nas taxas.